domingo, 12 de setembro de 2010

O Grande Estádio da Marechal Deodoro

A história do futebol em Feira de Santana ainda não foi contada, sequer pesquisada, ainda que 90% do povo daqui goste, e muito, desse esporte.
Embora não morra de amores por futebol, a ponto de fazer algum tipo de pesquisa, tenho preso às minhas lembranças os tempos da infância (quando eu jogava com bolas de pano) que os jogos eram realizados no campo principal da Cidade que se localizava onde está o prédio da antiga Usina de Algodão. Não me lembro os nomes dos times mas recordo que as maiores atrações eram os goleiros Cristo e Ioiô. Tuta, ainda vivo e forte, irmão de Cristo, era o melhor atacante. As torcidas eram pequenas, limitadas aos parentes e amigos dos jogadores. Era o mesmo futebol que ainda se vê nos lugarejos do interior na atualidade.
Mas nem sempre foi assim. O futebol em Feira teve os seus dias de glória, com todo o apoio da sociedade local, e um Estádio de primeira categoria, todo murado, com bilheteria e portões de entrada e saída, e uma grande arquibancada de madeira em bom acabamento. O seu nome era Estádio Leolindo Ramos e ocupava todo o último quarteirão da Rua Manoel Vitorino (hoje Marechal Deodoro). No norte limitava com o muro da residência de Tertuliano Almeida (hoje Solar Santana) formando ali o “Beco do Amor”. Ao sul com o “Beco do Asilo” (hoje Av. Mons. Mário Pessoa). Ao leste com a Av. Senhor dos Passos e a oeste com a Rua Mal. Deodoro. Como os jogos deviam ser realizados na parte da tarde, as arquibancadas foram construídas no lado oeste, portanto protegidas do sol.
Quando conheci o Estádio, em 34 ou 35, já estava abandonado, tomado pelo mato, porem as arquibancadas ainda estavam em bom estado, mesmo sem qualquer tipo de conservação. O porquê do abandono do Estádio eu nunca soube ao certo. Ouvi estórias de vários motivos, quase sempre envoltos de fantasia porem ligados à morte em campo de um jogador, vítima de uma pancada do seu irmão e adversário de time. Mas nunca pude fazer uma pesquisa. Certa feita conversei com o meu amigo Alberto Alves Boaventura a respeito e ele me disse que estava tentando coletar dados para uma crônica. Pouco tempo depois faleceu.
Espero que esta crônica sirva de provocação aos amantes da história do Esporte em Feira de Santana e os leve a uma pesquisa concreta sobre o Primeiro Estádio aqui construído e o porquê do seu declínio. Fica o desafio.

Um comentário:

pacheco nascimento de souza disse...

meu falecido pai já contava uma história bastante parecida dizia que dois irmãos jogavam em times rivais, um atacante o outro goleiro, que houve um pênalti, o atacante pôs a bola na marca do cal e antes de bater o penalti abraçou o irmão, desferiu um chute tão forte que o irmão defendeu mas veio a falecer devido a hemorragia interna.

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